Qual foi o Parque mais procurado no Google Maps em 2023?

O Parque Güell, em Barcelona, lidera a lista dos dez espaços verdes mais procurados no Google Maps. Brasil, Índia, Itália, Estados Unidos, Japão e Reino Unido juntam-se a Espanha (com duas entradas) neste top.

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Parque Cubbon, Bengaluru (Índia)
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Estes oásis urbanos de paz e natureza são uma desculpa magnífica para respirar um pouco durante uma visita às grandes cidades onde se encontram. O Google Maps publicou no final de 2023 a sua lista com os parques e jardins que mais interessaram aos seus utilizadores. Ou seja, aqueles que são tendência e cujo volume de buscas mais aumentou em comparação com o ano passado.

Bryant Park, Nova Iorque (E.U.A.)

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Bryant Park, Nova Iorque (EUA)

Pequeno, mas encantador, Bryant Park, em Nova Iorque, é um rectângulo com 3,9 hectares de superfície no coração da Midtown, a zona empresarial mais vibrante de Manhattan. Tal qual um segredo, este jardim de estilo francês está rodeado, quase oculto, por arranha-céus e edifícios emblemáticos como o American Radiator Building e o Banco da América, com a New York Public Library, a sede principal da biblioteca pública nova-iorquina no meio.

Inaugurado em 1843 com o nome de Reservoir Park, é um oásis urbano, com uma fonte ao centro, bancos, mesas, quiosques de comida, pedaços de terra onde se pode deitar e um carrossel que lhe dão um charme e uma elegância que lhe conquistaram o epíteto de “Petit Luxembourg”. Foi completamente renovado em 1992, tornando-se um espaço de relaxamento e descanso em pleno centro de Nova Iorque. Costuma acolher concertos, sessões de cinema ao ar livre, aulas de yoga e uma pista de gelo no Inverno.

Parque Ibirapuera, São Paulo (Brasil)

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Parque Ibirapuera, São Paulo (Brasil)

Este pulmão verde brasileiro foi inaugurado em 1954 e é agora o parque urbano mais importante e visitado da populosa São Paulo. É igual aclamado como “o parque mais conhecido do Brasil”.

Destaca-se pelo seu valor ambiental e conta com diversos edifícios catalogados como Património Histórico. Encontra-se entre três das avenidas principais da metrópole, o que facilita o acesso tanto a pé como de transportes públicos. Possui lagos e fontes e pode ser explorado em diversos itinerários, alguns deles temáticos e sinalizados, desde históricos a botânicos, lendários ou curiosidades. Dispõe também de ciclovias.

Parque Red Rocks, Colorado (E.U.A.)

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Parque Red Rocks, Colorado (EUA)

O Parque Red Rocks é um anfiteatro rochoso no Colorado, situado perto da localidade de Morrison e de Denver, a principal cidade dos seus arredores. O seu estandarte é uma enorme rocha vertical, inclinada do lado esquerdo, que é um cenário habitual de concertos e cenário de filmes. Por vezes, é utilizado em toda a sua altura e noutras é coberto por um gradeamento, com grades laterais, de onde se desfruta de uma vista privilegiada. Estas Rochas Vermelhas contêm registos pétreos que remontam há 160 milhões de anos, contendo vestígios de dinossauros. Foi utilizado arenito vermelho da vizinha Lyons para esculpir os assentos, o palco e outras instalações para criar este cenário rochoso.

Parque Cubbon, Bengaluru (Índia)

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Parque Cubbon, Bengaluru (Índia)

A cidade de Bangalore, a quarta mais povoada do país, com oito milhões de habitantes, situa-se no Sul da Índia. O Parque Cybbon faz parte das antigas quintas reais, que incluem actualmente o Palácio de Bangalore, edificado no século XIX e inspirado no castelo inglês de Windsor, e o Palácio Sultão Tipu, uma estrutura de teca do século XVIII.

Este espaço verde integra afloramentos rochosos naturais, conjuntos de árvores, bambus, canteiros de relva e trilhos decorados com roseirais, fontes e esculturas. Os seus caminhos conduzem às instituições da cidade integradas no espaço, como o Iyer Hall, lar da Biblioteca Central, a Galeria de Arte Venkatappa e o segundo maior aquário da Índia.

Parque de Nara (Japão)

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Parque de Nara (Japão)

Este belo espaço é conhecido como “o parque dos cervos de Nara”, onde mais de 1.200 destes pequenos cervídeos, considerados “mensageiros dos deuses” pela religião xintoísta, vivem em liberdade. Além de serem um símbolo, são considerados um tesouro natural.

Situado na cidade que dá nome a esta prefeitura nipónica situada no centro do país, o Parque Nara reúne lagos, edifícios tradicionais e diversos tipos de árvores, como as cerejeiras, cuja floração primaveril cria imagens lindíssimas.

Fundado em 1880, é um dos parques mais antigos do país. Inclui atracções imperdíveis, como o Museu Nacional de Nara, o Santuário Kasuga Taisha e os templos Kofukuji e Todaiji. Este último é considerado o maior edifício de madeira do mundo e alberga a estátua do Grande Buda Daibutsu, com 15 metros de altura.

Villa Borghese, Roma (Itália)

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Villa Borghese, Roma (Itália)

Este parque ajardinado situado na colina que domina o bairro de Pincio é o equivalente romano ao Central Park, em Nova Iorque, ou ao St. James’s Park, em Londres. Os seus 80 hectares – é o terceiro maior parque de Roma – no final da animada rua comercial Via Veneto, oferecem a quem o visita a oportunidade de passear, andar de bicicleta, montar a cavalo ou praticar desporto em pleno centro da cidade, entre grandes zonas verdes, estátuas, fontes e pequenos templos neoclássicos.

Os jardins da Villa Borghese, com recantos de estilo italiano e inglês, incluem um lago artificial e um anfiteatro à sombra das árvores. Alguns dos edifícios mais importantes envolvidos por estes jardins são a Galleria Borghese, que é actualmente uma magnífica pinacoteca instalada num palácio do início do século XVII, onde se expõem obras de Caravaggio, Rafael e Bernini, entre outras, e a Villa Giulia, um soberbo exemplo de arquitectura renascentista, que alberga uma das mais importantes colecções de arte etrusca e pré-romana.

EL RETIRO, MADRID (ESPANHA)

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El Retiro, Madrid (Espanha)

Os 118 hectares deste parque histórico são o principal pulmão verde da cidade e um oásis de paz para muitos madrilenos e visitantes. A construção do espaço começou no século XVII, por ordem do conde-duque de Olivares, que era então conselheiro do rei Felipe IV. Para além das suas zonas ajardinadas, alberga belos palacetes, zonas de caminhada e lagos onde se pode passear em pequenos barcos a remos. Ali perto, no Paseo del Prado, é possível conhecer o Real Jardim Botânico, um dos mais antigos de Espanha, inaugurado em 1775, onde se encontra uma amostra de plantas de todos os continentes.

O Parque del Buen Retiro está repleto de monumentos em mármore, fontes como a Egípcia, e edifícios icónicos como o Palácio de Cristal (1887), o Palácio de Velázquez (1883), que costuma acolher exposições, e a chamada Casa das Vacas, a norte do tanque. O melhor é deixar-se surpreender pelos recantos secretos e a abundante vegetação deste Éden de paz em plena cidade.

Hyde Park, Londres (Reino Unido)

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Hyde Park, Londres (Reino Unido)

Hyde Park é o maior dos quatro grandes parques reais de Londres. A sua origem remonta a um couto de caça que foi cedido pela Abadia de Westminster, proprietária dos terrenos desde a Idade Média, a Henrique VIII em 1536, embora o acesso só se tenha tornado livre em 1637.

A entrada mais monumental faz-se através da grande Porta Decimus Burton, que inclui o Arco de Wellington. A Oeste, funde-se com Kensington Gardens e as mansões do bairro homónimo. A Sul, encontra-se a zona dos museus inaugurados no século XIX, principalmente o Victoria & Albert Museum e os museus de História Natural e de Ciências.

Um passeio por este emblemático parque londrino inclui apreciar os lagos The Long Water e Serpentine, rodeados por uma série de trilhos, árvores e relvados. Em 1851 foi escolhido para albergar a Grande Exposição, para a qual se construiu o Palácio de Cristal. A título de curiosidade, Hyde Park era um dos locais habituais dos duelos de honra típicos do século XVIII, e possui um dos Speaker’s Corners (“cantos de oradores”) mais famosos da cidade: um elemento fundamental do parque desde 1872. No final do século XX, continha já mais de 9.000 ulmeiros, limoeiros e áceres. Actualmente, possui dois hectares de estufas decorados com estátuas e esculturas monumentais como Rima, uma obra de Jacob Epstein.

Central Park, Nova Iorque (E.U.A.)

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Central Park, Nova Iorque (EUA)

Central Park é um autêntico oásis urbano fechado ao trânsito automóvel, do qual se pode desfrutar em todas as estações do ano. O grande pulmão verde nova-iorquino abriu ao público em 1858. Foi desenhado pelo paisagista Frederic Law Olmsted com o objectivo de proporcionar um espaço de ócio aos habitantes da cidade, e construído por mais de 20.000 operários, tendo necessitado de 10 milhões de carros cheios de terra e pedras e 4 milhões de árvores para transformar as águas pantanosas situadas no centro de Manhattan no grande pulmão verde nova-iorquino.

Actualmente, ocupa 340 hectares com dezenas de trilhos que totalizam quase 150 quilómetros, lagos artificiais, cascatas, relvados e pistas desportivas. Os passeios de charrete são uma imagem repetida múltiplas vezes em filmes e vídeos. De entre os seus monumentos destaca-se Bow Bridge. Esta ponte, que deve o seu nome às suas linhas onduladas, mede 18 metros e foi uma das primeiras passagens construídas no parque. Bethesda Terrace, com a sua impressionante fonte de dois andares (1859) no centro, é um ponto de encontro habitual.

Outro sítio icónico é o mosaico Imagine, em Strawberry Fields, uma homenagem a John Lenon, situado mesmo em frente ao edifício Dakota, onde o músico vivia e em frente ao qual foi assassinado. O miradouro Belvedere, de 1869, ocupa a zona mais alta do parque. Numa das laterais do seu rectângulo ergue-se The Met, o Metropolitan Museum of Art, um dos melhores museus do mundo, inaugurado em 1870. Este parque faz parte do Registo Nacional de Sítios Históricos e da Lista de Monumentos da cidade, sendo também Património da Humanidade da UNESCO.

Parque Güell, Barcelona (Espanha)

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Parque Güell, Barcelona (Espanha)

O famoso parque de Barcelona foi desenhado pelo arquitecto e mestre do modernismo Antoni Gaudí, que o concebeu como um inovador espaço residencial ajardinado com linhas fantasiosas. Em 2023, o Parque Güell ocupou o primeiro lugar na lista de buscas do Google Maps.

Declarado Património da Humanidade e Bem Cultural de Interesse Nacional, coroa a colina de Collserola, uma das colinas que envolvem Barcelona. Foi idealizado como zona residencial, tendo disso encomendado pelo empresário Eusebi Güell, um dos mecenas do arquitecto. Gaudí incluiu reminiscências mágicas e religiosas em todo o parque, que foi construído entre 1900 e 1914, embora só tenha aberto ao público em 1926.

A entrada está ladeada por dois pavilhões que foram construídos para alojar os guardas da urbanização. Um dos locais merecedores de destaque deste parque é a escadaria central do Dragão: a cabeça de um deles está coberta com o típico revestimento cerâmico do modernismo catalão. Um pouco mais acima, existe uma outra escadaria, que conduz à Sala Hipostila, um bosque com 86 colunas grossas que suportam uma plataforma que serve de miradouro sobre a cidade, com o seu reluzente banco de cerâmica que se assemelha a uma longa e sinuosa serpente. Inclui também um misterioso labirinto de colunas.

Os pavilhões inicialmente previstos não foram todos construídos. Um dos que perduram acolhe a Casa-Museu de Gaudí, onde o arquitecto viveu desde 1906 até à sua morte por acidente em 1926.