Vida Selvagem: As melhores fotografias do ano na nossa revista

Certamente lembrar-se-á de algumas destas imagens incluídas nas nossas reportagens mensais: um momento de ternura entre lebres-da-montanha, galinhas a desfilarem numa passarela, orcas a caçar... Estas são as nossas 18 fotografias de animais preferidas deste ano.

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ANDY PARKINSON

Sujeitos a uma tarefa árdua, os editores fotográficos da National Geographic escolheram as 18 melhores fotografias de vida selvagem do ano publicadas nas páginas da nossa revista. 

“As imagens escolhidas este ano reflectem a grande variedade de temas que documentámos – desde espécies ecossistemas geografias e estilos fotográficos – transmitindo o espanto, a surpresa, o humor e a vulnerabilidade das criaturas com quem partilhamos o planeta”, afirma Alexa Keefe, responsável pela componente visual das reportagens sobre história natural e conservação da revista americana.

Ela espera que estas fotografias inspirem amor pelo mundo natural. Alguns destes animais representam histórias de sucesso, como os mabecos, uma espécie ameaçada cuja população estabilizou na reserva especial de Niassa, em Moçambique, graças a investimentos locais. Outros estão ameaçados – como as lebres-da-montanha das Terras Altas escocesas, que evoluíram para se camuflarem com a neve, enfrentam um futuro incerto num mundo com cada vez menos neve. Outras imagens limitam-se a encorajar-nos a observar mais de perto para as criaturas que habitam o nosso mundo maravilhoso – como a beleza e o charme escondido das aranhas ou as fabulosas técnicas que as orcas usam para capturar presas fora do seu alcance.

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FOTOGRAFIA DE KATIE ORLINSKY

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A última manada de renas livres do Canadá

Pastores Inuvialuit deslocam a última manada de renas livres do Canadá, com cerca de 4.000 animais, até aos seus terrenos de reprodução na nossa reportagem de Dezembro. A Inuvialuit Regional Corporation tomou posse total da manada em 2021 com o objectivo de desenvolver uma fonte de alimento sustentável.

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FOTOGRAFIA DE THOMAS PESCHAK

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Os mabecos do Niassa

Os mabecos estão em perigo, sobretudo devido à perda de habitat. No entanto, graças ao investimento local, os chamados cães malhados estabilizaram na Reserva Especial de Niassa, em Moçambique, com cerca de 350 caninos agrupados em até 35 matilhas, sobre as quais publicamos uma reportagem em Outubro.

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FOTOGRAFIA DE JAVIER AZNAR

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A beleza das aranhas

As aranhas têm, frequentemente, má reputação. Porém, o fotógrafo Javier Aznar mostra como os aracnídeos podem ser belos únicos e até encantadores – como esta Cupiennius salei empoleirada numa flor de bananeira no Equador, que apareceu na nossa edição de Março.

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FOTOGRAFIA DE ANDY PARKINSON

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Brancas como a neve

As lebres-da-montanha das Terras Altas escocesas evoluíram em função do seu habitat – mas à medida que as alterações climáticas se vão manifestando, estes animais são mais visíveis numa paisagem escura e sem neve, tornando-se possivelmente mais vulneráveis a predadores, como referimos na nossa edição de Abril.

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FOTOGRAFIA DE BERTIE GREGORY

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Um quebra-gelo fatal

Estas orcas dominaram uma técnica de caça chamada “lavagem com ondas”: deslocando-se em uníssono, as orcas transformam a água numa arma, nadando depressa e criando ondas que quebram o gelo sobre o qual uma foca-de-Weddell repousa. Quando a foca cai na água, os predadores banqueteiam-se, como se viu num canal na Antárctida na nossa reportagem de Novembro.

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FOTOGRAFIA DE EDUARD FLORIN NIGA

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O esdrúxulo mundo de um insecto minúsculo

Inspirado pela curiosidade da sua filha, o fotógrafo Eduard Florin Niga documentou de perto o mundo minúsculo, mas fascinante, das formigas para a nossa edição de Junho. Os registos fósseis indicam que as formigas existem há até 168 milhões de anos, sendo um dos animais mais abundantes e bem-sucedidos do planeta, como se pode verificar nesta formiga da espécie Dorylus mayri, da África Oriental.

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FOTOGRAFIA DE LEVON BISS

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Os mestres da camuflagem

Usando água destilada e um pincel com um único pêlo, o fotógrafo Levon Biss passou horas a limpar ovos de fasmídeos, mais comummente conhecidos como bicho-pau, para uma reportagem publicada em Novembro. Os ovos visíveis nesta composição em forma de grelha têm, em média, 0,3 centímetros de comprimento.

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FOTOGRAFIA DE BRENT STIRTON

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O(s) risco(s) do elefante-asiático

Um elefante-asiático (Elephas maximus) transpõe uma vedação eléctrica numa noite iluminada pelo luar junto à fronteira do Parque Nacional de Kaudulla, no Sri Lanka. Embora a ilha tenha quase 5.000 quilómetros de vedações, os elefantes superam-nas com frequência, usando as trombas para empurrar árvores contra elas, por exemplo. Esta espécie ameaçada está cada vez mais confinada a pequenos habitats no Sudeste Asiático e os seres humanos têm uma coexistência desconfortável com os elefantes, como documentámos na nossa edição de Maio de 2023.

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FOTOGRAFIA DE MUHAMMED MUHEISEN

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Refugiados improváveis

Depois de um caçador dar, acidentalmente, um tiro na cabeça de Zoubia, uma águia-cobreira, com uma arma de ar comprimido, a ave perdeu a visão do olho direito, como documentámos em Setembro. Mais tarde, a águia foi levada para o New Hope Center, um centro de reabilitação de animais selvagens situado em Amã, na Jordânia, para animais resgatados de jardins zoológicos mal geridos, zonas de guerra ou traficantes.

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FOTOGRAFIA DE BRENT STIRTON

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Humanos e elefantes, lado a lado

Antes de ser convertida numa plantação de chá no final do século XIX, esta propriedade em Valparai, na Índia, fora o habitat florestal de elefantes-asiáticos. Em Maio de 2023, mais de cem elefantes coexistiam com as cerca de 70.000 residentes e pendulares.

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FOTOGRAFIA DE STEFANO UNTERTHINER

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Quatro estações em Svalbard

O fotógrafo Stefano Unterthiner documentou as quatro estações do ano em Svalbard, na Noruega, onde animais como estas raposas-do-Árctico procuram alimento num dos locais que está a aquecer mais depressa no planeta. A carcaça de uma rena, uma fonte de alimento altamente procurada durante o Inverno, já fora limpa por diversos predadores, tal como relatámos em Maio.

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FOTOGRAFIA DE JASON GULLEY

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Paz e recuperação

Os manatins da Florida são adorados e o seu comportamento pacífico tem sido essencial para o sucesso da subespécie. Os conservacionistas ajudaram-nos a recuperar de menos de mil indivíduos na década de 1960 para mais de 7.500 há cerca de seis anos – mas mortes recentes inquietaram os conservacionistas, conforme relatado na nossa reportagem de Janeiro. Em cima, manatins reunidos num baixio junto a Homosassa Springs, onde a água é quente no Inverno.

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FOTOGRAFIA DE ALEX TEN NAPEL

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Da capoeira à passarela

Uma galinha “não é apenas um animal que nos dá ovos”, diz o fotógrafo Alex ten Napel — tem personalidade, carisma e estilo. “Não consigo dar-lhes ordens. Tenho de ser paciente e ver como irão comportar-se sozinhas”. Em cima, um galo polaco criado para competição olha directamente para a câmara na nossa reportagem de Fevereiro.

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FOTOGRAFIA DE THOMAS PESCHAK

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A vida aquática com Thomas Peschak

O fotógrafo Thomas Peschak passou dois anos a documentar a vida selvagem e a majestade da paisagem em torno do poderoso rio Amazonas para uma reportagem publicada em Julho. Numa cordilheira a noroeste do Parque Nacional de Chiribiquete, na Colômbia, uma planta tropical aquática chamada Macarenia clavígera torna-se vermelha quando iluminada pelo Sol.

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FOTOGRAFIA DE KARINE AIGNER

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Uma luta justa pela sobrevivência

A caça e perda de habitat fizeram diminuir as populações do icónico ocelote para poucas centenas de indivíduos na região meridional do Texas. No entanto, os cientistas esperam capturar estes pequenos felinos, como Javier, na imagem acima, e criá-los em cativeiro. “Quando as pessoas ganham consciência dos felinos, mostram-se entusiamadas com a sua presença”, diz um dos seus defensores. “Devemos-lhes uma luta justa pela sobrevivência.”

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FOTOGRAFIA DE DAVID DOUBILLET AND JENNIFER HAYES

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Cores e corais

Peixes cardinal e Pempheris schomburgkii rodopiam em volta de uma saliência coberta de gorgóneas nas Ilhas de Wayag. O arquipélago indonésio de Raja Ampat é o lar de cerca de 1600 espécies de peixes, e mais de três quartos das espécies de coral do mundo. Wayag é uma das suas regiões mais espectaculares, como publicado na edição de Julho da National Geographic.

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RALPH PACE

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Em busca de alimento

Uma cria de lontra-marinha procura caranguejos ou caracóis para comer, que transportará até à superfície nas axilas. Uma lontra-marinha adulta come cerca de um quarto do seu peso em marisco por dia e, à medida que as suas populações recuperam, a tensão com os pescadores de marisco vai aumentando, segundo a reportagem publicada na nossa edição de Fevereiro. (Imagem captada com a licença 37946D, atribuída pelo Serviço de Pesca e Vida Selvagem dos EUA)

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FOTOGRAFIA DE AMI VITALE

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O adeus do rinoceronte-branco?

Fatu, aqui fotografado na Ol Pejeta Conservancy, no Quénia, é um dos últimos dois rinocerontes-brancos-do-norte que restam em todo o mundo. Recentemente, cientistas juntaram-se a uma empresa conhecida pelas suas tentativas de ressuscitar o mamute lanudo. Poderá a tecnologia de “des-extinção” salvar os rinocerontes vivos – e valerá a pena?”, perguntamos.