Numa manhã de meados de Maio, em Koumi, uma aldeia do Burkina Faso, Sanon Mousa deu quase por terminada a manutenção anual da sua casa de três divisões.

Substituiu os suportes do telhado, infestados por térmitas, por vigas recém-cortadas e reforçou as paredes de barro que protegem do calor, algumas das quais com um metro de espessura e mais de cem anos de idade. Depois de engrossar a cobertura de colmo do telhado e de sacrificar uma cabra à memória dos antepassados, falta-lhe apenas aplicar camadas de material isolante no exterior. “A lama vai manter-nos frescos. O óleo de motor, a argila e a bosta de vaca vão manter a casa seca”, explica, enquanto circundamos o espaço residencial, que se encontra 13ºC mais fresco do que o exterior. “É uma prática que temos aperfeiçoado.”

Sanon é bibliotecário escolar. Já cinquentenário, orgulha-se da sua casa. No entanto, isso não significa que a sua primeira escolha fosse viver nesta propriedade. Nos últimos anos, viu os vizinhos mais ricos do Sudoeste do país reconstruírem as suas casas com betão. Tem-se sentido zangado e ressentido com aquilo que considera ser um símbolo da sua pobreza relativa. Aquando do nosso encontro, dois irmãos da sua aldeia tinham morrido durante o sono recentemente devido à queda de uma parede de barro sobre eles.

No interior de uma casa prestes a desmoronar-se, Sanon senta-se ao lado do chefe da aldeia. Sanu está furioso. Tornou obrigatória a construção com barro no centro da aldeia numa tentativa de preservar os métodos antigos, mas cada vez menos moradores obedecem às suas instruções, incluindo os seus próprios filhos.

“Este é o nosso património”, diz Sanu. “Durante milhares de anos, estas casas proporcionaram-nos uma boa vida. Porque havemos de mudar quando precisamos delas mais do que nunca?

“Talvez isto seja a modernidade”, acrescenta. “Talvez já não seja possível combatê-la.”

Barro versus betão

Por toda a região africana do Sahel, há milhares de aldeias como Koumi e o uso do betão está a aumentar nas dezenas que já visitei em vários países. À medida que o nível de vida aumenta e o acesso ao betão se expande, algumas das paisagens mais quentes e mais pobres do planeta estão a alterar-se rapidamente, mudando de castanho para o cinzento-cinza dos blocos de betão.

No entanto, o abandono dos materiais tradicionais não é um sinal de progresso. Pelo menos assim o diz um número crescente de arquitectos, líderes comunitários e funcionários da administração pública. E não o é sobretudo neste momento, em que as alterações climáticas tornam ainda mais quentes regiões já de si quentes. O fabrico de cimento, componente essencial do betão, representa cerca de 8% das emissões globais de dióxido de carbono. Os defensores das técnicas tradicionais de construção são peremptórios: as comunidades fustigadas pelas alterações climáticas precisam de mais casas, escolas e centros cívicos construídos de forma tradicional. “Na verdade, a construção em cimento é simplesmente sexy”, afirma o arquitecto Francis Kéré, nascido no Burkina Faso e mundialmente conhecido como defensor da arquitectura eco-sensível. “Mas não gera conforto.”

As paredes de barro, quando construídas com espessura suficiente, conseguem absorver e armazenar calor, posteriormente dissipado quando as temperaturas exteriores baixam durante a noite. Em contrapartida, os blocos de betão, com as suas reentrâncias ocas, permitem que o calor circule no interior, aquecendo rapidamente.

casas de barro

Clique na imagem para ver detalhes.

A motivação dos arquitectos como Kéré deve-se, em parte, a um desejo de preservar o património e a identidade. Apesar de associados à pobreza e ao atraso, os tijolos de adobe permitem criações arquitectónicas espectaculares e de importância mundial, como o centro da cidade de Tombuctu, no Mali, e a Grande Mesquita de Bobo-Dioulasso no Burkina Faso.

Países com tradições significativas, mas em grande parte perdidas, de construção com adobe, como a Arábia Saudita e os Emirados Árabes Unidos, também estão a tentar replicar a estética e as características de refrigeração da arquitectura tradicional, integrando túneis de vento, orientando edifícios e utilizando a sombra.

Os defensores da recuperação do uso do barro também acalentam uma ambição mais grandiosa, sobretudo em África. Num continente que só representa 4% das emissões mundiais, mas que sofre parte das piores consequências das alterações relacionadas com o clima, esforçam-se por se assumirem como donos de algumas dessas soluções no momento em que as potências mundiais tentam tomar medidas significativas. Para vencer o calor, estes arquitectos sugerem que as tradições locais, baseadas na natureza, podem ter importância idêntica à tecnologia e aos conhecimentos especializados vindos do estrangeiro.

“Afastámo-nos das nossas origens porque nos esquecemos dos enormes benefícios proporcionados por estes edifícios quando há calor”, queixa-se a arquitecta premiada Salima Naji, paladina da construção com adobe em Marrocos. “Mas temos de recordá-los, sobretudo porque precisamos deles mais do que nunca”, afirma.

Refúgio para os encalorados

Estão no mínimo 45ºC à sombra quando chego à cidade de Kaya, no Norte do Burkina Faso. Porém, no interior do mais recente projecto da arquitecta Clara Sawadogo, estão muito menos de 30ºC. O tecto abobadado de terra e as paredes de tijolos de adobe do hospital semiacabado retêm a frescura. Orientado em direcção aos ventos predominantes de norte e rodeado por vegetação luxuriante e geradora de sombra, o local já é suficientemente atraente para os cães vadios que ali dormem.

Clara Sawadogo é jovem, ambientalmente inteligente e pertence a um movimento global que pretende devolver a popularidade ao barro. Basicamente, o material é gratuito ou acessível por uma pequena fracção do custo do betão (que requer ingredientes que, no caso do Burkina Faso, são importados). Nas jazidas de barro dos arredores de muitas das aldeias mais importantes, equipas de trabalhadores retiram a lama do solo, comprimem-na em moldes rectangulares semelhantes a bolachas e depois vendem cada tijolo seco ao sol por 40 francos oeste-africanos – cerca de 8 cêntimos.

“Costumam lembrar-me que estamos no século XXI e pedem para parar de usar adobe”, diz a arquitecta, ao apontar para o hospital. “Mas olhe para isto. Há aqui algo que não seja moderno?”

A construção com barro contribui pouco para o aquecimento global. E o betão tende a ser uma porta de entrada, desde que as pessoas consigam pagá-lo, para outra invenção devoradora de combustíveis fósseis: o ar condicionado. Em todo o mundo, a electricidade e os líquidos de refrigeração são fontes crescentes de emissões de gases com efeito de estufa.

O principal argumento de venda para o adobe no Burkina Faso, onde as temperaturas raramente descem abaixo de 32ºC, é o facto de este material tornar o calor suportável, mesmo sem ar condicionado. Até final deste século, o aquecimento previsto na maior parte de África é superior a 2ºC, registo que mascara subidas ainda maiores da temperatura em certas regiões do continente.

Em Boromo, Ilboudou Abdallah reconstruiu recentemente a sua casa de betão e telhado de chapa metálica. Usou apenas adobe. “Não consigo exprimir a alegria de estar dentro de casa sem sofrer”, diz. A Associação Nubian Vault, uma ONG internacional, ajudou a edificar a casa, uma entre mais de seiscentas habitações particulares que construiu no Burkina Faso em 2020.

O modelo abobadado usado pela organização dispensa a utilização de coberturas metálicas, que aumentam o calor nas casas de betão ou de barro, ou de madeira. Esta solução é vital para um país que chega a perder 240 mil hectares de floresta por ano devido à desflorestação, segundo funcionários do Ministério das Florestas. Parte da madeira destina-se a suportes para os telhados.

Na Corte Real de Tiébélé, uma comunidade localizada junto da fronteira com o Gana, onde a maior parte dos moradores há muito optou pelo betão, alguns parecem arrependidos por terem abandonado as suas casas de barro. “Percebem agora o conforto a que renunciaram”, afirma Bayeridiena Abdou, um agricultor que vive no complexo do chefe da comunidade, construído com barro, e que tem presenciado regressos clandestinos às velhas casas decrépitas dos exilados. “Estão a voltar às escondidas”, conta.

Médicos de quatro unidades hospitalares que visitei dão conta de uma quintuplicação do número de internamentos e mortes devidos ao calor na última década. Alguns desses médicos suspeitam que um número desproporcionado destes doentes se deva ao facto de terem reconstruído com betão, constatando depois que não dispunham de recursos para refrigerar as novas casas.

Num dia escaldante do pino do Verão, o sossego reina na cidade de Léo – excepto no hospital local. Crianças irrequietas correm pelos pátios sombreados. Os pais descansam sob as árvores circundantes. Até os doentes recém-chegados se maravilham com as enfermarias frescas.

Francis Kéré, o arquitecto destes edifícios, mostra-se contente com este efeito. “Ficámos a saber que o problema não reside apenas nos materiais: o betão não é forçosamente mau”, diz. “A questão é a sua utilização. Eis o que é possível fazer quando se reflecte sobre a forma de construir e como deve ser uma estrutura de barro.”

Figuras importantes, a nível local e mundial, parecem concordar com a sua forma de pensar. Nos últimos anos, Francis Kéré projectou o novo edifício da Assembleia Nacional do Benim que se encontra quase construído. Em Março de 2022, Francis tornou-se o primeiro arquitecto africano a conquistar o Prémio Pritzker, o mais prestigioso galardão mundial de arquitectura.

Perigosos para viver?

Os edifícios de barro, apesar de todas as suas virtudes refrigeradoras, apresentam um inconveniente. Até finais da década de 1990, o histórico ksar, ou povoado fortificado, de Bounou, no Sul de Marrocos, vibrava com os sons de mais de cem famílias. No entanto, as muralhas decrépitas começaram a desmoronar-se e a derrocada de uma casa de guarda feriu com gravidade um adolescente, abalando a confiança dos moradores. Relatos de catástrofes ocorridas noutros lugares agravaram o medo. Pouco a pouco, Legnaoui Bil Eid e a família deram por si quase sozinhos. Agora que já não existe a massa crítica de moradores necessária à manutenção das muralhas ameadas, o ksar está a desagregar-se a um ritmo inaudito.

“As pessoas estão assustadas e é fácil perceber porquê”, afirma Bil Eid, um trabalhador agrícola que ganha um rendimento suplementar, atando molhos de folhas de palmeira para construir vedações destinadas a impedir o avanço das areias do deserto. “Por vezes, os muros caem simplesmente. Pode-se morrer.”

O mesmo aquecimento que tornou importante o barro na defesa contra o calor está também a desencadear um número crescente de eventos climáticos extremos, que põem em perigo as estruturas construídas com barro. Embora reforce frequentemente o revestimento exterior das paredes de sua casa, Bil Eid conta que as chuvadas torrenciais da actualidade são demasiado fortes para manter o interior seco, mesmo acrescentando camadas espessas de revestimento protector. Também ele está a pensar em mudar-se.

Em Telouet, nas montanhas do Atlas, entre Bounou (no Saara) e Marraquexe, essas chuvadas mais intensas combinaram-se com os efeitos de séculos de desflorestação para alimentar cheias devastadoras súbitas que se precipitam pelos vales desnudados. Na maioria dos anos, morrem alguns habitantes locais em tragédias desse tipo. Aqueles que ainda restam têm reparado que são as casas de betão, e não as edificadas com a mistura tradicional de adobe e pedra, que parecem resistir às torrentes.

Parte do abandono dos materiais tradicionais pode dever-se a uma mera mudança de preferências. No seu jardim luxuriante e maravilhosamente cuidado na verdejante periferia setentrional de Marraquexe, Mohamed Amine Kabbaj, um dos mais destacados arquitectos do país, lamenta algumas das alterações estéticas resultantes do êxodo. No entanto, diz ser perfeitamente natural que as comunidades prefiram o betão. A maior parte das estruturas tradicionais de adobe permite apenas a existência de pequenas janelas por onde entram quantidades mínimas de luz e a maior parte exige uma manutenção regular que muitas famílias, pressionadas pelo tempo e desejosas de ócio, preferem evitar. “Estes projectos podem ser exóticos para quem vem de Londres ou Paris passar um ou dois dias”, afirma. “Mas, se tiverem alternativa, as pessoas preferem viver noutro sítio.”

Como grande parte de Marrocos trocou os estilos de vida comunitários por estilos de vida mais individualistas e o rendimento aumentou o suficiente para permitir a aquisição de equipamentos de ar condicionado, as casas de adobe (e a sua dependência face ao colectivo para garantir a manutenção e, muitas vezes, até a construção) parecem cada vez mais afastadas da vida moderna. No entanto, as forças mais profundas que se movem no plano ambiental e económico dificilmente permitem escolhas alternativas. No campo, a seca e a desertificação estão a arruinar a agricultura, actividade dominante no mundo rural. Esta perda de modos de vida sustentáveis no campo está a empurrar as pessoas para a cidade. Algumas aldeias perderam metade dos habitantes para as zonas urbanas nos últimos anos. Todos estes factores conduziram a uma situação em que muitos aldeãos, temerosos e deslocados, acabaram por render-se a uma vida infeliz no betão. “Tem de perceber a falta que sinto da frescura da minha casa antiga. Poucos de nós queriam isto”, diz Driss Mataoui, que emigrou de uma aldeia de montanha para um bairro empobrecido de Marraquexe há 30 anos. “Mas a vida exigiu que me mudasse para a cidade e a vida urbana não é boa para o adobe.”

O desenvolvimento urbano lança um desafio especial aos defensores dos materiais e técnicas de construção tradicionais. Embora em termos históricos o adobe fosse utilizado em enquadramentos urbanos densos, os arquitectos temem pelo seu futuro na tipologia de cidades actualmente em desenvolvimento por toda a África. A confusão e a ausência de planeamento características dessas metrópoles em crescimento acelerado nem sempre permitem aproveitar eficazmente a orientação do vento, o fluxo de ar e outros m��todos naturais de refrigeração. Por sua vez, as seguradoras e os municípios continuam a mostrar-se renitentes em aceitar que o barro é seguro e, por isso, é frequente aprovarem legislação contra a sua utilização. A própria obtenção de materiais tradicionais em enquadramentos urbanos pode revelar-se surpreendentemente problemática.

“Onde poderemos comprar o barro necessário para construir em grande escala aqui perto?” pergunta Mohammed Amine Kabbaj. “Precisamos de percorrer muitos quilómetros.”

Agentes sociais como Salima Naji ainda não admitem a derrota. Ela tem reparado no interesse crescente pela arquitectura de barro entre aldeãos de todas as regiões de Marrocos, muitos dos quais percebem o seu potencial turístico. Salima e os seus pares sublinham o enorme imperativo ambiental de travar, ou pelo menos reformular, o fabrico de betão em Marrocos, país onde os promotores imobiliários roubaram a areia de praias inteiras para utilizar na construção.

No entanto, a recuperação de uma tradição que já perdeu o seu atractivo no imaginário popular é uma tarefa hercúlea. Ganhou força o hábito de construir casas à medida dos recursos financeiros, algo que a frágil construção com barro não permite. Em alguns territórios, o acesso ao betão generalizou-se de forma tão radical e o conhecimento da construção com barro extinguiu-se tão rapidamente, que o material mais moderno pode até ser mais barato. E, mais importante, o clima e outros temas de conflito continuam a abalar o ambiente social e natural em que este tipo de construção outrora se enraizava. Essa talvez seja a questão fundamental: será que a arquitectura tradicional pode prosperar quando tantos dos elementos em que se ancorava não o conseguem? “Tudo isto se interliga com a sociedade. Nada pode ser dissociado de tudo o que se passa à nossa volta”, reconhece Salima Naji. “Mesmo assim, vamos insistindo. Se houver apenas um, dois ou três destes [edifícios], não será suficiente. Estamos a tentar gerar um efeito de bola de neve para este processo de construção tradicional. Precisamos que a opinião pública veja isto.”

Futuro incerto

Francis Kéré encontra-se num momento de reflexão quando o visito. Cada uma das últimas estações de chuvas foi mais destrutiva do que a anterior, obliterando centenas de edifícios de adobe no Burkina Faso, incluindo uma escola que desabou sobre uma sala de aula de crianças e parte da famosa Grande Mesquita de Bobo-Dioulasso. As críticas mediáticas posteriores só serviram para reforçar as reivindicações em prol do uso do betão, independentemente dos custos.

Mesmo assim, o telefone de Francis não pára com pedidos de trabalho e ele mostra-se optimista quanto às perspectivas do adobe. “É uma questão de tempo, é uma questão de convicção, é uma questão de vontade política. É um combate e nós não olhamos para a esquerda nem para a direita.

Limito-me a insistir”, diz. “Agora temos muito conhecimento acumulado. Dentro de dez anos, vai ficar surpreendido com o nosso sucesso.”

Francis Kéré e outros defensores do adobe têm desenvolvido esforços para reabilitar a imagem deste material. Procuram descobrir soluções para proteger das chuvas os edifícios de adobe, acrescentando telhados metálicos amplos, que proporcionem protecção mais de um metro além das paredes ou misturando pequenas percentagens de cimento nos tijolos de adobe para reforçá-los.

Um simples aumento da disponibilidade dos tijolos de adobe é suficiente para ajudar. Num parque industrial nos arredores da capital dos burkinabé, os trabalhadores de Mahamoudou Zi cortam, compactam e vendem milhares de tijolos de adobe comprimido,com tamanho normalizado, assegurando o fornecimento fiável. “Lembro-me da incrível frescura da casa do meu avô”, conta o empresário. “Quero simplificar a replicação desta experiência por outras pessoas.”

Sublinhando com ênfase a necessidade de não permitirem atalhos no uso de um material que não perdoa a construção de má qualidade, os arquitectos esperam diminuir o número de derrocadas de edifícios que estão a condená-los a todos por associação. No seu local de construção em Kaya, Clara Sawadogo afirma ter sido tão exigente na construção do telhado abobadado que 15 dos seus 25 pedreiros iniciais abandonaram a obra, invocando a dificuldade do trabalho.

Francis Kéré interroga-se se os cidadãos preocupados não precisarão de mais exemplos do quotidiano sobre as vantagens dos edifícios de barro bem construídos. Em redor de Kudugu, ele tem tentado criar uma montra-modelo numa escola secundária, o Lycée Schorge, e no Instituto Tecnológico do Burkina, uma universidade técnica. Segundo os professores destas escolas, as centenas de alunos conseguem concentrar-se melhor sob telhados suspensos com várias camadas, entre paredes de barro compactado e rodeados por janelas do chão ao tecto.

Para Nataniel, um aluno de ciências informáticas de 18 anos que nunca viveu numa casa com electricidade e muito menos com refrigeração, é como se estes lugares fossem arrefecidos por ar condicionado. “Disseram-nos que o barro era mau”, conta. “Que precisávamos de trabalhar para fugir-lhe. Mas eu ficaria feliz se vivesse numa casa como esta.”