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Sumario / Janeiro 2007
Brasil: O fim da Amazónia.
Pág 2.
Nos minutos que demorar a ler esta reportagem, uma área da Amazónia com dimensão aproximada de 150 campos de futebol será destruída.
As forças da globalização estão a invadir a Amazónia, apressando a morte da floresta e frustrando os esforços dos seus defensores. Nas últimas três décadas, centenas de pessoas morreram em guerras pela posse de terra e muitas outras enfrentam o medo, ameaçadas por quem lucra com o roubo da madeira e da terra. Nesta fronteira onde mandam as armas, as motosserras e os bulldozers, os funcionários da administração pública são frequentemente corruptos e ineficazes ou mal apetrechados e incapazes de aplicar a justiça.
Baleias-de-bossa: o que fazem elas lá em baixo?.
Pág 32.
Lembram-sede quando os maiores animais do mundo pareciam correr risco de extinção? Esse foi o cenário das décadas de 1960 e 1970, quando a caça comercial fez descer de tal forma o número de efectivos de muitas espécies das baleias de grande porte que o mundo temeu mesmo a perda destas maravilhas naturais.
Dubai: Cidade cogumelo.
Pág 54.
Era uma vez um xeque que gostava de sonhar. Os seus domínios, nas margens do golfo Pérsico, eram compostos por uma aldeia adormecida, crestada pelo sol, habitada por apanhadores de pérolas, pescadores e comerciantes que ali atracavam os dhows e barcos de pesca, junto a um ribeiro que serpenteava pelo meio da povoação.
Porém, onde os outros viam apenas um riacho de águas lodosas, o xeque Rashid bin Saeed al Maktoum viu uma auto-estrada para o mundo. Em 1959, Rashid pediu emprestados muitos milhões de euros ao seu vizinho Koweit, rico em petróleo, para dragar o ribeiro, alargá-lo e torná-lo suficientemente fundo para a navegação. Construiu docas e armazéns e projectou estradas, escolas e casas. Houve quem temesse que o xeque estivesse tomado de loucura, mas Rashid acreditava na força de começar de novo.
Beija-flor: Explosão de cores.
Pág 74.
Qual lampejo cor de safira, um batimento de asas basta para a minúscula ave se eclipsar, como uma miragem fugaz. Momentos depois, volta a aparecer. É mesmo uma ave, e as suas asas hipercinéticas podem bater 80 vezes por segundo. Os batimentos da cauda actuam como remos, direccionando suavemente o beija-flor. Quando a ave fixa os olhos na trombeta de uma flor cor de laranja brilhante, uma língua fina como um fio emerge do bico em forma de agulha. Um raio de sol ricocheteia sobre as suas penas iridescentes, reflectindo uma cor tão deslumbrante como a de uma pedra preciosa. Não admira que os beija-flores inspirem sentimentos sinceros de afecto e que os seres humanos se comovam quando os descrevem.
Santos e pecadores no Árctico.
Pág 90.
Contando apenas com uma lanterna e a Lua para lhe iluminar o caminho, Mike Horn marcha sobre as plataformas de gelo do Árctico. Ele e Børge Ousland esquiaram até ao Pólo Norte na escuridão do Inverno. Pouco depois, um terceiro aventureiro enfrentou a morte, resistindo sobre um frágil pedaço de gelo.
Eslovénia: Dádivas de um rio.
Pág 110.
Durante mais de nove mil anos, soldados e aldeãos atiraram tesouros para um rio sagrado da Eslovénia. Agora, um arqueólogo quer saber porquê.